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quinta-feira, 27 de junho de 2019

Meu Meliponário

Este post está em construção

Este post vais ser fixo para eu anotar o desenvolvimento das caixas que eu tenho e empresto para elas.

Caixa 1 - Caixa ACF 
Comprada na Casa do Mel em 03/09/2016.



Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
09/09/2016 - Depois de quase um ano tomei coragem e transferi as abelhas da garrafa PET, comprei na Casa do Mel uma caixa inteligente das boas por R$ 97,00, esta vai ser a minha principal, as outras vou comprar mais em conta.

Caixa 2 - Caixa INPA 
Esta caixa estava abandonada aqui na chácara a vários anos. Eu pintei com tinta esmalte sintético e deixei secar por vários meses.


Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
30/10/2017 - Fiz o esquema de forçar a passagem (método de indução), deu certo.
07/09/2018 - Eu tirei da parede e a colmeia se fortificou muito, está plena, porém a colônia original definhou e morreu, não vou mais utilizar este método.
15/08/2019 - Eu coloquei o sobre ninho acima da melgueira, agora vai ficar assim. Elas não queria subir de jeito nenhum, habitavam somente os dois módulos de baixo que estavam bem cheios, fechavam as passagens e pronto.
Alguns dias atras coloquei potes de cera com mel de Ápis, elas retiraram o mel e estão construindo em volta dos potes, parece que esta dando certo a ocupação do modulo de cima. Uma vez por semana reabasteço os potes com Mel de Ápis.



15/03/2021 - Foi ataca e dizimada por Abelhas Limão, repus de uma isca PET que estava no jeito.

Caixa 3 - Caixa AF 
Tamanho normal que eu fiz de pínus.
Obs.: madeira de pínus recém colhida mofa e encolhe muito, tenho que refazer a tampa.

As próximas vou fazer com madeira boa, acho que cambará dará certo.


Abelha: VAZIA
15/10/2017 -  

Caixa 4 - Caixa AF 
Tamanho Grande, que eu fiz de pínus.


Abelha: Mandaguari Preta (Scaptotrigona postica)
18/02/2019 - Método de indução, a colonia mãe ficou bem, não uso mais este método.
28/04/2019 - Fiz um alimentador para as Mandaguaris pois tinha tentado com um externo e só deu confusão com as Jatais e as Arapuas que tomaram conta.


Fiz este alimentador adaptado do Rosso, com ele eu tenho um alongador de entrada (mais 7 cm, bom pra prevenção contra Forídeos). Estou dando Mel de Apis para elas.

15/08/2019 - Descobri que eu estava chamando de Tubunas mas na verdade são Mandaguaris, as listras neste caso não são amareladas mas sim prateadas, não tinha visto descrição de mandaguari assim em lugar nenhum.



Caixa 5 - Caixa PNN 
Comprada na Casa do Mel em 28/09/2017.


Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
15/08/2018 - Tenho observado uma certa confusão próximo a esta caixa e fui olhar mais de perto, havia abelhas entrando e saindo dela, há esperanças então.
19/02/2019 - Finalmente estão povoando esta caixa, notei o tubete nela e as abelhas trabalhando duro.
31/03/2019 - foram atacadas mas parecem bem, estão reconstruindo o tubo de entrada.
08/04/2019 - Parecem bem, mas há pouca comida, coloquei vários bombons de polem.
23/04/2020 - Parecem bem agora.
15/03/2021 - Foi Atacada e dizimada por Abelhas Limão, está vazia agora.

Caixa 6 - Caixa  isca Vertical.
Eu tinha uma viga de madeira de 14 x 14 cm e escavei ela  com um formão, fiz o acabamento com a serra circular.
Eu considero o mais próximo de um oco de arvore que seria possível fazer, Vou terminar de montar e encerar para poder colocar como isca, se pegar Jatais vai ficar como definitiva.



Abelha: Vazia
31/03/2019 

CUIDADO ao manusear a serra circular pois é muito perigoso, eu faço isto a mais de 30 anos e criei um gabarito para esta finalidade. Se você não tem intimidade com ferramentas peça para um marceneiro fazer.

01/02/2020 - Presumo ser madeira tratada pois não entrou nada nela, nem aranha ou vespa. Ficou de enfeite.

Caixa 8 - Caixa INPA
Eu tinha uma prancha bem espessa com 4 cm e resolvi fazer uma caixa para Mandaguari com medidas internas de 20x20 e alturas de 10, 7, 6 e 6.


Abelha - Mandaguari Preta
15/03/2021 - Estou utilizando no experimento da Indução

Caixa 9 - Pote de sorvete na Caixa de madeira
Fiz um pote de sorvete com uma conexão e coloquei dentro de uma caixa de madeira, com jornais nos espaços vazios para melhorar o conforto térmico, parece que ficou bom.


Abelha: Mirim Preguiça (Friesella schrottkyi) 
28/10/2019 - Ganhei uma caixa de madeira do vizinho, bem grande que parecia estar vazia mas tinha estas gracinhas dentro.

Caixa 10 - Pote de sorvete na Caixa de madeira

Igual a caixa 9.


Abelha: Iraí (Nannotrigona testaceicornis)
15/11/2019 - Capturada na Isca PET em casa.

Caixa 11 - Pote na Manilha

Tinha uma manilha parada aqui e quando eu vi que cabia um pote com tampa dentro resolvi fazer uma caixa didática. O mosaico é só uma gracinha que eu fiz.


Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
10/12/2019 - Capturada na Isca PET em casa.
Nesta colmeia as colônias definharam duas vezes, está em stand by.

Caixa 12 - Caixa INPA

Estou fazendo minhas caixas, comprei pontas de viga de cambará com 3 cm de espessura, sai bem em conta.


Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
28/10/2019 - Capturada na Isca PET em casa.

Caixa 13 - Caixa INPA
Igual a caixa 12
Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)

23/04/2020 - Capturada na Isca PET na Clinica São Rafael.
15/06/2021 - A colônia definhou e morreu, pode ter sido pela morte da rainha e sem nenhuma princesa viável, abri a caixa e haviam poucas operarias e as células de cria estavam todas eclodidas, havia muito alimento.

Caixa 14 - Caixa INPA

Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
15/02/2021 - Capturada na Isca PET na Clinica São Rafael.
18/05/2021 - Foram atacadas por Abelhas Limão, mas cheguei a tempo de intervir, parece que estão bem agora.

Caixa 14 - Caixa Vertical


Abelha: 
JATAI (Tetragonisca angustula)
15/03/2021 - Capturada na Isca PET na Clinica São Rafael.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Forídeos, o combate.

Este post está em construção.

Veja um modelo de armadilha que estou testando AQUI.

Pânico, pânico!!!
São pequenas mosquinhas que andam muito rápido.
Os forídeos são insetos que pertencem à ordem dos dípteros. Há diversos gêneros de forídeos que podem frequentar as colônias de Meliponíneos e Apis melífera: Pseudohypocera, Aphiochaeta, Melittophora e Melanoncha. 

A Mosca


Os forídeos adultos medem de 1 a 3 mm e em nada prejudicam as colmeias, porém suas larvas alimentam-se principalmente nos potes ou células de pólen, e após consumi-los passam aos potes ou favos de mel, simultaneamente penetrando nas células de cria para alimentar-se das larvas, pupas e do pólen apodrecendo os favos, ou seja, são capazes de destruir uma colonia.
O forídeo é muito parecido com a mosca da fruta e tem o mesmo tamanho, o que os diferencia é que o forídeo é mais escuro e tem a parte posterior do tórax protuberante (uma corcunda) e a mosca da fruta normalmente tem os olhos vermelhos.


Como identificar
Ao abrir a caixa preste muita atenção a um inseto muito pequeno (bem menor que uma Jatai) que corre para se esconder onde for possível (ele corre mesmo), ou se há larvas brancas com cerca de 5 mm dentro dos potes de alimento, principalmente polem ou na lixeira, viu isso? parabém tu está com uma infestação.
Como prevenir
Há muitos métodos que foram verificados pelo senso comum ou por pesquisas cientificas indicados para a prevenção de ataques de Forídeos, os que eu vou utilizar são os que considerei mais eficazes observando relatos de outros meliponicultores.
Uma coisa já notei que é quase certa, uma colonia já solidificada dificilmente será contaminada e os relatos de infestação ocorrem em colonias recém capturadas ou divididas ou que sofreram ataques de Abelha Limão.
Métodos de manejo preventivo
Túnel Labirinto.
A teoria nos diz que uma entrada mais longa terá mais sentinelas em seu percurso e então será maior a chance de um Forídeo ser interceptado.
Em uma caixa de construção normal de jatai por exemplo, se a espessura da madeira for de 2 cm e o tubo de cera de 2 cm então haverá um percurso de 4 cm para o Forídeo entrar, já em uma caixa com um túnel labirinto de 10 cm mais a espessura  e mais o tubo de cera então o percurso será de 14 cm com muito mais sentinelas para detectarem Forídeo invasor.
Meliponicultores que usam esta técnica afirmar ter menor infestação de Forídeos.
Óleos Repelentes.
Usar os óleos de Andiroba e de Copaíba como repelentes dos Forídeos parece apresentar bons resultados e não parece afetar as ASF.
Aplicar estes óleos PUROS na madeira da caixa na parte externa, principalmente na frente e próximo ao tubo de entrada.

Papel pega inseto.
Colocar tiras de papel pega inseto nas laterais das caixas, não colocar na frente para evitar acidentes com as ASF, o papel deve ser atoxico por motivos óbvios.

Armadilhas de Monitoramento
Há quem afirme que este tipo de armadilha atraia os Forídeos para o meliponário, eu entendo que eles já estão lá e que devemos é estar atentos os níveis de infestação, desta forma vou fazer armadilhas que são basicamente garrafas PET de tamanho pequeno (300 ml ou 500 ml) com furos de 2 ou 3 mm na parte de cima e abastecidos com uma mistura de vinagre de maçã + detergente + polem, vou decantar uma vez por semana e observar a presença de Forídeos mortos, em caso de aumento na quantidade farei verificações nas colônias.

Vou fazer uma "geringonça" para atrair os forídeos e não deixar que escapem e que seja fácil de visualizar o interior. Vejam AQUI.

Manejo dos Arredores.
Manter sempre os arredores do meliponário limpos, cuidado com frutas em decomposição e com o manejo de composteiras, material orgânico apodrecido pode atrair Forídeos.

Manejo de divisões.
A fazer uma divisão não ofereça alimentação complementar no inicio, feche a entrada e ofereça cera e potes prontos para elas conseguirem se organizar e depois de 6 ou 7 dias comece a oferecer o xarope e bombons de polem, esta é a fase mais critica da colonia onde há muitos espaços vazios dentro da caixa e poucas operarias para cuidar, se possível afaste a caixa para mais de 20 metros do meliponário pois é onde se concentra a maior quantidade de forídeos.

Metodos de manejo corretivo

Nada disso deu certo e você tem uma infestação de forídeos pode-se tentar alguns métodos indicados.

Assoprar
Levar a caixa infestada a um local escuro com luz vermelha pois as abelhas não enxergam este espectro de luz e não vão ficar agitadas.
Abir a tampa e soprar dentro para expulsar as moscas, o ciclo de vida de um forídeo é de cerca de 12 dias e o da fase larval de 3 dias, então se soprarmos os forídeos para fora a cada 3 dias logo não restarão mais adultos para por ovos e nem larvas para eclodir em novos indivíduos.
Mas as moscas que foram expulsas ficarão pelo local então uma dica que eu vi é que se faça isso dentro do banheiro e depois dedetize o local para matar as moscas expulsas..

Armadilhas internas
Seguem o mesmo principio que as armadilhas de monitoramento, devem ser feitas com recipientes que caibam dentro da caixa, próximos ao potes de polem com uma mistura de vinagre de maça + detergente + polem, devem ser revisadas a cada 3 dias, aproveita e dá um assoprada.

Prevenção na Lixeira
Limpar a lixeira ou colocar uma camada de 0,3 cm de sal sobre o lixo.

Trocar de caixa
Se nada disso certo e a infestação chegar aos discos de cria novos deve-se trocar a caixa, retire a Rainha e os discos de cria maduros e o tanto de operarias que for possível e transfira para outra caixa, não leve alimentos desta caixa, tudo deve ser limpo e esterilizado de forídeos, com fogo mesmo.
Dá pra aproveitar a cera e o própolis para fazer LOÇÃO ATRATIVA.

Pesquisas e informações sobre o assunto
Estes materiais são os mais relevantes que encontrei sobre o tema:


quinta-feira, 4 de abril de 2019

Caixas para criação de Abelhas Nativas

A caixa para criação de Abelhas Nativas deve proporcionar um ambiente parecido com o oco de uma arvore ou o oco de um muro, que são os habitats mais comuns para as abelhas. Eu já vi colonias em estruturas de portão, compressor de geladeira, cabaças e quadro de energia, ou seja, elas precisam simplesmente é de um buraco para morar.
Então a caixa que elas vão morar deve proporcionar o mesmo "conforto" de um buraco oco, ou seja, proteção contra os intempéries (sol, chuva, frio ou luz) e contra predadores.
A caixa escolhida deve ter o tamanho adequado para cada espécie e não adianta fazer muito grande, elas não vão usar se não quiserem.
Ao escolher uma caixa deve-se levar em consideração a finalidade, se é apenas "hobby", para multiplicar colonias ou explorar o mel.
Com o uso cada meliponicultor acaba gostando mais dessa ou daquela.

OBS: quando eu afirmo que isso fica aqui e aquilo fica ali é baseado nas minhas observações, se elas resolverem fazer diferente elas fazem, são elas que mandam.

MODELOS

Caixa VERTICAL
É uma caixa com um buraco de entrada e sem divisões, é mais recreativa.


É o mais próximo do que seria o oco de uma árvore, a entrada fica por baixo próximo do ninho e os potes de mel ficam por cima.
Não há muito o que manejar então escolha ela se quiser apenas contemplar, dá pra fazer umas gracinhas nela como telhadinho, desenho de portas e etc, vou fazer umas assim para dar de presente.

Caixa Horizontal
Mais usada no norte / Nordeste (meliponicultura raiz).
Para extração de mel e com manejo mais complicado, dizem.


É destinada a exploração do mel, durante o acumulo de mel o furo lateral fica tampado e na colheita o bujão é retirado, coloca-se a caixa um pouco inclinada pendendo para o lado do furo e fura-se os potes de mel com um palito e o mel sai pelo furo.

Caixa INPA
Eu gosto mais deste, é um sistema modular e de fácil manuseio. Fácil para retirar o mel, basta retirar uma melgueira e manusear o mel, e fácil para divisão de colonias, levando em consideração que os módulos sejam iguais.

Vou fazer as minhas com espessura de 3 a 4 cm para maior conforto térmico.

Caixa AF
É uma caixa INPA dentro de outra caixa.


Presumo que a vantagem seria de oferecer maior conforto térmico e estabilidade.

MATERIAIS
As caixas podem ser feitas em madeira mas já vi casos em que foram feitas de cimento.
As primeiras que eu fiz foram de pinus  e a madeira estava verde ainda então as caixas mofaram e entortaram, as próximas vou por a mão no bolso e fazer de cambará. Eu tenho um pouco de madeira de demolição e vou usar também.
A madeira não pode ter tratamento químico contra cupim e não é recomendado o uso de compensados ou MDF.

PODE PINTAR?
Sim, pode.
As caixas compradas prontas já vem com uma camada de proteção, que é feito industrialmente em um banho de cera de Apis derretida misturada com óleos vegetais e até com Querosene ou parafina.
Eu ví uma receita de verniz ecológico que é feito de própolis dissolvido em álcool, a aplicação é feita por imersão.
Eu já usei Tinta esmalte sintético por fora e deixei secar por 6 meses, as abelhas toparam.
Dá pra usar verniz a base d´água por fora também.
Por dentro eu gosto de "encerar" a caixa, eu já fiz derretendo numa panela cera de Apis com óleo de soja e aplicava com um pincel mas achava meio complicado de lidar, a camada ficava muito irregular, depois eu "flambava" com uma tocha a gás para penetrar a cera na madeira.
Hoje estou testando outra técnica, coloco cera de Apis para diluir em álcool e na hora de aplicar com um pincel misturo com óleo de mamona, fica mais fácil de aplicar mas meio farelento, ai eu taco fogo no álcool e a cera derrete, fica um resultado até legal vamos ver se as abelhas aprovam.