Mostrando postagens com marcador Manejo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Manejo. Mostrar todas as postagens

domingo, 23 de maio de 2021

Armadilha para Forídeos

Veja mais sobre Forídeos aqui.

Há quem afirme que este tipo de armadilha atraia os forídeos para perto do meliponário. Pelo que eu percebi, eles já estão sempre por perto, então o melhor a fazer, seria induzir os forídeos a botar seus ovos em armadilhas, para que os nascentes não vinguem e nem aumentem a infestação.

Então estou testando um modelo de armadilha para Forídeos e parece que esta dando certo, tenho apenas que melhorar o método agora.




Fiz uma caixa com 2 compartimentos, um escuro e outro claro, e tuneis que ligam dois potes de vidro, o potes ficam fixados no topo da caixa pelas tampas com espaço suficiente para poder retirar os potes com as mão para fazer a manutenção. Fiz também uma tampa lateral removível. 

Em tempo, as tampas dever ser de plástico pois a de metal são corroídas pela acidez do vinagre.


Veja o esquema, atraído pelo odor o Forídeo entra pelo orifício "A" até o "POTE 1" que contem polem com mel e própolis bem velho e fedido e está em uma câmara escura. 

Notem que o orifício de entrada "B" desce uns 3 cm abaixo da tampa e tem o diâmetro menor que o orifício de saída "C" que esta rente a tampa. è o mesmo principio da armadilha para os peixes Lambaris. Usei canos de cobre destes de instalação de ar condicionado para fazer os alongadores em "B" e "D".

Uma vez dentro do "POTE 1", o Forídeo vai ter mais facilidade para sair pelo orifício "C" pois ele é mais largo e esta rente a tampa, além de receber a iluminação que vem da câmara do "POTE 2", que está com vinagre de Maçã para atrair o mosquito.

Uma vez dentro do "POTE 2" que está na câmara clara o Forídeo vai se afogar no vinagre como em toda armadilha para Forídeo.

Já deu algum resultado, agora fiz mais furos na entrada para aumentar a dispersão do odor e coloquei furtas para apodrecer e aumentar o apelo para as mosquinhas.


19/12/2022 - Aguardei a época do calor e das mangas para avaliar melhor, mas olha só o resultado, se isso não é uma boa armadilha para forídeos, eu não sei o que mais seria.



No meu outro blog tem o teste para uma armadilha para mosquitos que está capturando Forídeos também, pode conferir AQUI.



segunda-feira, 15 de março de 2021

Ataque de abelha Limão contra Jataí


Ocorreram dois ataques de abelha limão em uma semana, a única coisa a considerar é que foram caixas bem consolidadas e sem túnel labirinto, que isso fique guardado como registro.

Tenho notado um aumento de relatos sobre ataques de abelha Limão estes dias.

No segundo ataque tentei a técnica da fumaça mas não surtiu muito efeito, pelo menos nas abelhas, porque em mim deu dois dias de ansiedade, pensa num ex fumante tendo que dar  baforadas de fumo de rolo, muito tenso.

Só consegui salvar o mel e a cera, vou usar para fazer atrativo, extrato de própolis e alimentar as outras abelhas.

Logo em seguida apareceu uma horda de forídeos vasculhando os espólios, me deu muita preocupação com as outras caixas, fiquei dois dias de plantão.

Vejam as cenas, são fortes.




18/05/2021 - hoje tive outro ataque mas consegui intervir a tempo, elas estavam iniciando a invasão. As abelhas limão ficam na entrada exterminando todas as Jatais que saem e que entram, é uma batalha intensa e como a colônia de jatais era forte houve muita resistência, o que me proporcionou o tempo necessário para intervir.
A caixa tem túnel labirinto e com certeza isso colaborou para atrasar a entrada das invasoras.
Retirei da entrada todas a Limão que me foi possível e também abri a caixa para verificar a situação, ainda não tinham invadido em quantidade que poderia ser prejudicial, então coloquei uma tela bem fina na entrada para recolher as que ainda sairiam e evitar a entrada de Forídeos que já estavam rondando, eles chegam junto com as Abelhas Limão.
Todas as campeiram foram mortas mas dentro da caixa ainda há muitas abelhas jovens então vou deixar com a tela até que elas comecem a formar o tubo de entrada novamente e queiram sair para forragear.
22/05/2021 - Hoje elas começaram a sair e refazer o túnel de entrada, parece que vai ficar tudo bem.



Divisão de colônias pelo Método de indução

Sempre gostei de fazer experimentos, em tudo na minha vida, e lá atrás, quando comecei com as abelhas resolvi testar uma técnica que vi na internet, a divisão por indução, que consiste em fazer com que as abelhas de uma colônia já estabelecida tenham que passar por uma caixa vazia e ali gerar outra colônia.


Eu fiz isso em três colônias naturais que estavam em uma parede e após aprender mais sobre a legislação, entendi que as colônias naturais são intocáveis, por isso deixei de lado este experimento até agora.

Como eu disse anteriormente, eu fiz o experimento em três colônias naturais sendo:

1 - Uma de Mandaguari Preta em que ocorreu tudo bem com as duas colônias, mãe e filha estão hoje mais de três anos depois estão muito saudáveis.

O que pode ter acontecido foi que as abelhas Mandaguaris ocuparam a caixa vazia, construíram ninhos e a rainha se mudou para a nova caixa e iniciou as posturas, e por sorte, ao separar as caixas ainda havia uma realeira na caixa mãe que deu continuidade à colônia.

2 - Uma de Jatai em que a colônia mãe definhou até o fim, e a colônia filha estava muito bem até esta semana quando foi atacada por abelhas Limão.

Pode ter acontecido como no caso das Mandaguaris, porém ao separar a caixa não havia uma realeira viável na colônia mãe e por isso ela definhou por falta de posturas.

3 - Uma de Irai que fez apenas um túnel dentro da caixa vazia e não saiu disso até ser atacada por abelhas Limão que tomaram conta do ninho, então continuei o experimento com as Limão que fizeram a mesma coisa, um túnel dentro da caixa vazia e não se estabeleceram nela até que foram consumidas por forídeos.


Então hoje eu iniciei o experimento com uma colônia de Mandaguari Preta já bem estabelecida, que é a colônia filha do experimento anterior, para isso vou usar uma caixa modelo INPA para facilitar a visualização dentro da caixa filha.


Fiz um adaptador de madeira para poder ligar a caixa mãe com mais rapidez e assim estressar o mínimo possível as abelhas, coloquei uma mangueira corrugada preta com diâmetro interno de 10 mm e tapei as frestas com argila.


Se as abelhas Mandaguaris resolverem ocupar a caixa filha, vou observar na hora da separação se encontro a rainha nela e se tem realeiras viáveis, então vou devolver a Rainha para a caixa mãe tendo a certeza da ocupação de rainhas nas duas caixas, já que a caixa mãe é uma AF bem complicada de visualizar dentro, ainda mais se tratando de Mandaguaris.

02/04/2021 - Primeira avaliação.

Elas não fizeram um túnel até a nova saída, estão construindo por tudo, e muito.

Então conclui que elas precisam de cera para construir e comecei a fornecer.


Agora estou fornecendo muita, mas muita cera, e a obra está rendendo agora.



25/05/2021 - Está bem frio por estes dias e a obra está meio parada, mas olha como elas usaram quase toda a cera que coloquei.



06/12/2021 - Virou uma grande melgueira, fiz a separação das caixas para ver o que acontece.

21/01/2022 - Mas não é que formou uma bela colônia, a poucos dias fizeram um invólucro onde eram os potes de mel e hoje resolvi abrir o acetato, vejam que beleza.


Discos de cria bem desenvolvidos e muita atividade na colônia inteira.

Não posso afirmar com certeza sobre o que aconteceu, mas quando da separação já havia muita estrutura formada e muitos indivíduos da colônia mãe, e pode ser que quando notaram que não havia rainha, solicitaram uma enxameação urgente para a matriz.

Demora um pouco, mas agora tenho uma colônia a mais de Mandaguaris, e ao meu ver, foi muito positivo este método, sem roupas especiais e sem mais estresse que o necessário para elas.

Vou repetir o experimento mas vou começar agora para elas estar em melhores condições no inverno.






quinta-feira, 27 de junho de 2019

Meu Meliponário

Este post está em construção

Este post vais ser fixo para eu anotar o desenvolvimento das caixas que eu tenho e empresto para elas.

Caixa 1 - Caixa ACF 
Comprada na Casa do Mel em 03/09/2016.



Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
09/09/2016 - Depois de quase um ano tomei coragem e transferi as abelhas da garrafa PET, comprei na Casa do Mel uma caixa inteligente das boas por R$ 97,00, esta vai ser a minha principal, as outras vou comprar mais em conta.

Caixa 2 - Caixa INPA 
Esta caixa estava abandonada aqui na chácara a vários anos. Eu pintei com tinta esmalte sintético e deixei secar por vários meses.


Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
30/10/2017 - Fiz o esquema de forçar a passagem (método de indução), deu certo.
07/09/2018 - Eu tirei da parede e a colmeia se fortificou muito, está plena, porém a colônia original definhou e morreu, não vou mais utilizar este método.
15/08/2019 - Eu coloquei o sobre ninho acima da melgueira, agora vai ficar assim. Elas não queria subir de jeito nenhum, habitavam somente os dois módulos de baixo que estavam bem cheios, fechavam as passagens e pronto.
Alguns dias atras coloquei potes de cera com mel de Ápis, elas retiraram o mel e estão construindo em volta dos potes, parece que esta dando certo a ocupação do modulo de cima. Uma vez por semana reabasteço os potes com Mel de Ápis.



15/03/2021 - Foi ataca e dizimada por Abelhas Limão, repus de uma isca PET que estava no jeito.

Caixa 3 - Caixa AF 
Tamanho normal que eu fiz de pínus.
Obs.: madeira de pínus recém colhida mofa e encolhe muito, tenho que refazer a tampa.

As próximas vou fazer com madeira boa, acho que cambará dará certo.


Abelha: VAZIA
15/10/2017 -  

Caixa 4 - Caixa AF 
Tamanho Grande, que eu fiz de pínus.


Abelha: Mandaguari Preta (Scaptotrigona postica)
18/02/2019 - Método de indução, a colonia mãe ficou bem, não uso mais este método.
28/04/2019 - Fiz um alimentador para as Mandaguaris pois tinha tentado com um externo e só deu confusão com as Jatais e as Arapuas que tomaram conta.


Fiz este alimentador adaptado do Rosso, com ele eu tenho um alongador de entrada (mais 7 cm, bom pra prevenção contra Forídeos). Estou dando Mel de Apis para elas.

15/08/2019 - Descobri que eu estava chamando de Tubunas mas na verdade são Mandaguaris, as listras neste caso não são amareladas mas sim prateadas, não tinha visto descrição de mandaguari assim em lugar nenhum.



Caixa 5 - Caixa PNN 
Comprada na Casa do Mel em 28/09/2017.


Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
15/08/2018 - Tenho observado uma certa confusão próximo a esta caixa e fui olhar mais de perto, havia abelhas entrando e saindo dela, há esperanças então.
19/02/2019 - Finalmente estão povoando esta caixa, notei o tubete nela e as abelhas trabalhando duro.
31/03/2019 - foram atacadas mas parecem bem, estão reconstruindo o tubo de entrada.
08/04/2019 - Parecem bem, mas há pouca comida, coloquei vários bombons de polem.
23/04/2020 - Parecem bem agora.
15/03/2021 - Foi Atacada e dizimada por Abelhas Limão, está vazia agora.

Caixa 6 - Caixa  isca Vertical.
Eu tinha uma viga de madeira de 14 x 14 cm e escavei ela  com um formão, fiz o acabamento com a serra circular.
Eu considero o mais próximo de um oco de arvore que seria possível fazer, Vou terminar de montar e encerar para poder colocar como isca, se pegar Jatais vai ficar como definitiva.



Abelha: Vazia
31/03/2019 

CUIDADO ao manusear a serra circular pois é muito perigoso, eu faço isto a mais de 30 anos e criei um gabarito para esta finalidade. Se você não tem intimidade com ferramentas peça para um marceneiro fazer.

01/02/2020 - Presumo ser madeira tratada pois não entrou nada nela, nem aranha ou vespa. Ficou de enfeite.

Caixa 8 - Caixa INPA
Eu tinha uma prancha bem espessa com 4 cm e resolvi fazer uma caixa para Mandaguari com medidas internas de 20x20 e alturas de 10, 7, 6 e 6.


Abelha - Mandaguari Preta
15/03/2021 - Estou utilizando no experimento da Indução

Caixa 9 - Pote de sorvete na Caixa de madeira
Fiz um pote de sorvete com uma conexão e coloquei dentro de uma caixa de madeira, com jornais nos espaços vazios para melhorar o conforto térmico, parece que ficou bom.


Abelha: Mirim Preguiça (Friesella schrottkyi) 
28/10/2019 - Ganhei uma caixa de madeira do vizinho, bem grande que parecia estar vazia mas tinha estas gracinhas dentro.

Caixa 10 - Pote de sorvete na Caixa de madeira

Igual a caixa 9.


Abelha: Iraí (Nannotrigona testaceicornis)
15/11/2019 - Capturada na Isca PET em casa.

Caixa 11 - Pote na Manilha

Tinha uma manilha parada aqui e quando eu vi que cabia um pote com tampa dentro resolvi fazer uma caixa didática. O mosaico é só uma gracinha que eu fiz.


Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
10/12/2019 - Capturada na Isca PET em casa.
Nesta colmeia as colônias definharam duas vezes, está em stand by.

Caixa 12 - Caixa INPA

Estou fazendo minhas caixas, comprei pontas de viga de cambará com 3 cm de espessura, sai bem em conta.


Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
28/10/2019 - Capturada na Isca PET em casa.

Caixa 13 - Caixa INPA
Igual a caixa 12
Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)

23/04/2020 - Capturada na Isca PET na Clinica São Rafael.
15/06/2021 - A colônia definhou e morreu, pode ter sido pela morte da rainha e sem nenhuma princesa viável, abri a caixa e haviam poucas operarias e as células de cria estavam todas eclodidas, havia muito alimento.

Caixa 14 - Caixa INPA

Abelha: JATAI (Tetragonisca angustula)
15/02/2021 - Capturada na Isca PET na Clinica São Rafael.
18/05/2021 - Foram atacadas por Abelhas Limão, mas cheguei a tempo de intervir, parece que estão bem agora.

Caixa 14 - Caixa Vertical


Abelha: 
JATAI (Tetragonisca angustula)
15/03/2021 - Capturada na Isca PET na Clinica São Rafael.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Forídeos, o combate.

Este post está em construção.

Veja um modelo de armadilha que estou testando AQUI.

Pânico, pânico!!!
São pequenas mosquinhas que andam muito rápido.
Os forídeos são insetos que pertencem à ordem dos dípteros. Há diversos gêneros de forídeos que podem frequentar as colônias de Meliponíneos e Apis melífera: Pseudohypocera, Aphiochaeta, Melittophora e Melanoncha. 

A Mosca


Os forídeos adultos medem de 1 a 3 mm e em nada prejudicam as colmeias, porém suas larvas alimentam-se principalmente nos potes ou células de pólen, e após consumi-los passam aos potes ou favos de mel, simultaneamente penetrando nas células de cria para alimentar-se das larvas, pupas e do pólen apodrecendo os favos, ou seja, são capazes de destruir uma colonia.
O forídeo é muito parecido com a mosca da fruta e tem o mesmo tamanho, o que os diferencia é que o forídeo é mais escuro e tem a parte posterior do tórax protuberante (uma corcunda) e a mosca da fruta normalmente tem os olhos vermelhos.


Como identificar
Ao abrir a caixa preste muita atenção a um inseto muito pequeno (bem menor que uma Jatai) que corre para se esconder onde for possível (ele corre mesmo), ou se há larvas brancas com cerca de 5 mm dentro dos potes de alimento, principalmente polem ou na lixeira, viu isso? parabém tu está com uma infestação.
Como prevenir
Há muitos métodos que foram verificados pelo senso comum ou por pesquisas cientificas indicados para a prevenção de ataques de Forídeos, os que eu vou utilizar são os que considerei mais eficazes observando relatos de outros meliponicultores.
Uma coisa já notei que é quase certa, uma colonia já solidificada dificilmente será contaminada e os relatos de infestação ocorrem em colonias recém capturadas ou divididas ou que sofreram ataques de Abelha Limão.
Métodos de manejo preventivo
Túnel Labirinto.
A teoria nos diz que uma entrada mais longa terá mais sentinelas em seu percurso e então será maior a chance de um Forídeo ser interceptado.
Em uma caixa de construção normal de jatai por exemplo, se a espessura da madeira for de 2 cm e o tubo de cera de 2 cm então haverá um percurso de 4 cm para o Forídeo entrar, já em uma caixa com um túnel labirinto de 10 cm mais a espessura  e mais o tubo de cera então o percurso será de 14 cm com muito mais sentinelas para detectarem Forídeo invasor.
Meliponicultores que usam esta técnica afirmar ter menor infestação de Forídeos.
Óleos Repelentes.
Usar os óleos de Andiroba e de Copaíba como repelentes dos Forídeos parece apresentar bons resultados e não parece afetar as ASF.
Aplicar estes óleos PUROS na madeira da caixa na parte externa, principalmente na frente e próximo ao tubo de entrada.

Papel pega inseto.
Colocar tiras de papel pega inseto nas laterais das caixas, não colocar na frente para evitar acidentes com as ASF, o papel deve ser atoxico por motivos óbvios.

Armadilhas de Monitoramento
Há quem afirme que este tipo de armadilha atraia os Forídeos para o meliponário, eu entendo que eles já estão lá e que devemos é estar atentos os níveis de infestação, desta forma vou fazer armadilhas que são basicamente garrafas PET de tamanho pequeno (300 ml ou 500 ml) com furos de 2 ou 3 mm na parte de cima e abastecidos com uma mistura de vinagre de maçã + detergente + polem, vou decantar uma vez por semana e observar a presença de Forídeos mortos, em caso de aumento na quantidade farei verificações nas colônias.

Vou fazer uma "geringonça" para atrair os forídeos e não deixar que escapem e que seja fácil de visualizar o interior. Vejam AQUI.

Manejo dos Arredores.
Manter sempre os arredores do meliponário limpos, cuidado com frutas em decomposição e com o manejo de composteiras, material orgânico apodrecido pode atrair Forídeos.

Manejo de divisões.
A fazer uma divisão não ofereça alimentação complementar no inicio, feche a entrada e ofereça cera e potes prontos para elas conseguirem se organizar e depois de 6 ou 7 dias comece a oferecer o xarope e bombons de polem, esta é a fase mais critica da colonia onde há muitos espaços vazios dentro da caixa e poucas operarias para cuidar, se possível afaste a caixa para mais de 20 metros do meliponário pois é onde se concentra a maior quantidade de forídeos.

Metodos de manejo corretivo

Nada disso deu certo e você tem uma infestação de forídeos pode-se tentar alguns métodos indicados.

Assoprar
Levar a caixa infestada a um local escuro com luz vermelha pois as abelhas não enxergam este espectro de luz e não vão ficar agitadas.
Abir a tampa e soprar dentro para expulsar as moscas, o ciclo de vida de um forídeo é de cerca de 12 dias e o da fase larval de 3 dias, então se soprarmos os forídeos para fora a cada 3 dias logo não restarão mais adultos para por ovos e nem larvas para eclodir em novos indivíduos.
Mas as moscas que foram expulsas ficarão pelo local então uma dica que eu vi é que se faça isso dentro do banheiro e depois dedetize o local para matar as moscas expulsas..

Armadilhas internas
Seguem o mesmo principio que as armadilhas de monitoramento, devem ser feitas com recipientes que caibam dentro da caixa, próximos ao potes de polem com uma mistura de vinagre de maça + detergente + polem, devem ser revisadas a cada 3 dias, aproveita e dá um assoprada.

Prevenção na Lixeira
Limpar a lixeira ou colocar uma camada de 0,3 cm de sal sobre o lixo.

Trocar de caixa
Se nada disso certo e a infestação chegar aos discos de cria novos deve-se trocar a caixa, retire a Rainha e os discos de cria maduros e o tanto de operarias que for possível e transfira para outra caixa, não leve alimentos desta caixa, tudo deve ser limpo e esterilizado de forídeos, com fogo mesmo.
Dá pra aproveitar a cera e o própolis para fazer LOÇÃO ATRATIVA.

Pesquisas e informações sobre o assunto
Estes materiais são os mais relevantes que encontrei sobre o tema:


sexta-feira, 5 de abril de 2019

Iniciando um Meliponário


Então você se encantou tanto pelo assunto das Abelhas Nativas e quer criá-las, eis a minha sugestão de como fazer.


Primeiro:  Teoria, muita teoria.
Tenha paciência pois isto é um projeto para muitos anos, eu vejo o pessoal empolgado já querendo ir direto para a compra de uma Caixa pronta, faça o processo todo desde o inicio.
Aprenda mais sobre as Abelhas Nativas, há muita informação sobre elas na internet e em algumas cidades tem até cursos e encontros de meliponicultores.
No Facebook há um grupo muito bom sobre preservação da Abelhas Sem Ferrão, é o S.O.S Abelhas Sem ferrão, fique algum tempo observando as postagens, é sempre muito interessante e relevante. Eu  mudei muitos de meus conceitos após o ingresso o grupo.
Verifique a legislação em seu estado e na sua cidade, se não houver nada definido o que vale é a resolução do CONAMA 346/2004.
Saiu a nova Resolução CONAMA Nº 496/2020 em substituição à de 2004. 
Aceite que você poderá ter perdas ao longo do processo, seja por erros de manejo ou por ataques de outras abelhas ou insetos, por isso, quanto maior a quantidade e qualidade de informação menores serão os riscos.

Segundo: Finalidade.
Por que você quer criar abelhas Nativas?
A resposta a esta pergunta vai orientar todo o resto, se você quer criar apenas por "Hobby", para ajudar a preservar, para polinizar seu pomar, para ter mel para uso próprio ou para vender.
Comece por "Hobby" e depois que tiver uma boa experiência alcance voos mais altos.

Terceiro: Alimento para as abelhas.
Após aprender como elas vivem, o que elas fazem e o que elas comem, avalie se há pasto apícola na região, não esqueça que é a oferta de alimento e recursos que regula a "Força" da colônias.
Avalie a sazonalidade e o clima e plante espécies de preferencia nativas da região.
Aqui no encontro das regiões Sul/Sudeste/Centro-Oeste os meses de Junho, Julho e Agosto são sempre muito secos e com poucas floradas na baixa estatura (Acompanhe aqui), e no inicio de Agosto tenho notado que as Ápis e as Guaxupés estão procurando alimento energético em todos os locais possíveis, principalmente em frutos e lixeiras, normalmente em outras épocas isso não acontece tanto, e se isso afetas estas espécies pode afetar as outras também. Dá para oferecer alimento emergencial nas caixas, mas como já ouvi falar:
- "Se você fizer tudo certo em Setembro, não precisará fazer nada em Julho".

Quarto: Local.
Verifique o espaço para a instalação das caixas e se não haverá um possível "conflito" com vizinhos, as vezes a simples presença de "abelhas" causa um grande desconforto nas pessoas por isso a conscientização e a informação deve vir antes das caixas.
Ofereça sombra sem exagero e proteção para a chuva no local onde ficarão as caixas.
Há pessoas que criam abelhas em Apartamentos, parece ser possível até o quarto andar que é mais ou menos a altura da copa das arvores mais altas.

Quinto: Espécies.
Verifique quais espécies vivem em sua região, faça "Safáris" de Abelhas pois onde tem flor tem abelha, fotografe e pergunte.
É ilegal e desaconselhável importar espécies pertencentes a regiões de ocorrência natural diferentes da sua, se você é louco pela Uruçú Nordestina aconselho a se mudar para lá pois elas se desenvolveram através dos tempos para as condições climáticas e de pasto apícola daquela região, devemos respeitar isto.
Existe diferença entre bioma e região de ocorrência natural. A mata Atlântica é um bioma, mas a Melipona mondury (Uruçú Amarela) só ocorre na região centro-sul deste bioma. As Mandaçaias também são endêmicas do Mata Atlântica, mas a variação MQA ocorre na região centro-norte, já a variação MQQ ocorre na região centro-sul deste bioma.
Normalmente a Jataí (Tetragonisca angustula) é a abelha de entrada para quase todos os meliponicultores, opte por ela para começar pois é uma abelha adaptável e bem resistente.

Sexto: Caixas.
Após tudo isto você já tem uma boa quantidade de informação que vai te ajudar na tomada de decisão, defina logo no inicio quais os tipos de caixas você vai usar, a padronização facilita o manejo e deixa o meliponário mais harmônico. Eu gosto muito do modelo INPA (Caixas Aqui).
Se sua região é sujeita ao frio opte por caixas de madeira mais grossa, com espessura acima de 3 cm.

Sétimo: Colônias.
Bastante teoria e preparo, então vamos á pratica, comece devagar, você pode comprar uma colmeia mas porque não iniciar na "Raça", use a técnica das Iscas PET e capture seu primeiro enxame, as capturas podem ser feitas na primavera.

 Boa Sorte.

Em tempo: 
A minha opinião é de que Abelhas não são PETs (bichinhos de estimação), eu crio pela preservação das abelhas e do meio ambiente, e procuro seguir a legislação e as boas práticas. 
E por fim, somente crio abelhas nativas de minha região.















quinta-feira, 4 de abril de 2019

Caixas para criação de Abelhas Nativas

A caixa para criação de Abelhas Nativas deve proporcionar um ambiente parecido com o oco de uma arvore ou o oco de um muro, que são os habitats mais comuns para as abelhas. Eu já vi colonias em estruturas de portão, compressor de geladeira, cabaças e quadro de energia, ou seja, elas precisam simplesmente é de um buraco para morar.
Então a caixa que elas vão morar deve proporcionar o mesmo "conforto" de um buraco oco, ou seja, proteção contra os intempéries (sol, chuva, frio ou luz) e contra predadores.
A caixa escolhida deve ter o tamanho adequado para cada espécie e não adianta fazer muito grande, elas não vão usar se não quiserem.
Ao escolher uma caixa deve-se levar em consideração a finalidade, se é apenas "hobby", para multiplicar colonias ou explorar o mel.
Com o uso cada meliponicultor acaba gostando mais dessa ou daquela.

OBS: quando eu afirmo que isso fica aqui e aquilo fica ali é baseado nas minhas observações, se elas resolverem fazer diferente elas fazem, são elas que mandam.

MODELOS

Caixa VERTICAL
É uma caixa com um buraco de entrada e sem divisões, é mais recreativa.


É o mais próximo do que seria o oco de uma árvore, a entrada fica por baixo próximo do ninho e os potes de mel ficam por cima.
Não há muito o que manejar então escolha ela se quiser apenas contemplar, dá pra fazer umas gracinhas nela como telhadinho, desenho de portas e etc, vou fazer umas assim para dar de presente.

Caixa Horizontal
Mais usada no norte / Nordeste (meliponicultura raiz).
Para extração de mel e com manejo mais complicado, dizem.


É destinada a exploração do mel, durante o acumulo de mel o furo lateral fica tampado e na colheita o bujão é retirado, coloca-se a caixa um pouco inclinada pendendo para o lado do furo e fura-se os potes de mel com um palito e o mel sai pelo furo.

Caixa INPA
Eu gosto mais deste, é um sistema modular e de fácil manuseio. Fácil para retirar o mel, basta retirar uma melgueira e manusear o mel, e fácil para divisão de colonias, levando em consideração que os módulos sejam iguais.

Vou fazer as minhas com espessura de 3 a 4 cm para maior conforto térmico.

Caixa AF
É uma caixa INPA dentro de outra caixa.


Presumo que a vantagem seria de oferecer maior conforto térmico e estabilidade.

MATERIAIS
As caixas podem ser feitas em madeira mas já vi casos em que foram feitas de cimento.
As primeiras que eu fiz foram de pinus  e a madeira estava verde ainda então as caixas mofaram e entortaram, as próximas vou por a mão no bolso e fazer de cambará. Eu tenho um pouco de madeira de demolição e vou usar também.
A madeira não pode ter tratamento químico contra cupim e não é recomendado o uso de compensados ou MDF.

PODE PINTAR?
Sim, pode.
As caixas compradas prontas já vem com uma camada de proteção, que é feito industrialmente em um banho de cera de Apis derretida misturada com óleos vegetais e até com Querosene ou parafina.
Eu ví uma receita de verniz ecológico que é feito de própolis dissolvido em álcool, a aplicação é feita por imersão.
Eu já usei Tinta esmalte sintético por fora e deixei secar por 6 meses, as abelhas toparam.
Dá pra usar verniz a base d´água por fora também.
Por dentro eu gosto de "encerar" a caixa, eu já fiz derretendo numa panela cera de Apis com óleo de soja e aplicava com um pincel mas achava meio complicado de lidar, a camada ficava muito irregular, depois eu "flambava" com uma tocha a gás para penetrar a cera na madeira.
Hoje estou testando outra técnica, coloco cera de Apis para diluir em álcool e na hora de aplicar com um pincel misturo com óleo de mamona, fica mais fácil de aplicar mas meio farelento, ai eu taco fogo no álcool e a cera derrete, fica um resultado até legal vamos ver se as abelhas aprovam.


terça-feira, 2 de abril de 2019

Fabricando Iscas PET


A fabricação de Iscas de Garrafa PET é algo relativamente simples mas um pouco de técnica não faz mal a ninguém, e eu desenvolvi a minha.
Esta é uma sugestão simples para quem está começando, depois cada um vai desenvolvendo sua técnica.
Garrafas até 3 litros servem para abelhas pequenas, para Meliponas por exemplo, deve-se usar garrafas maiores e com outra técnica de construção.
A receita básica para iscas até 3 Litros é uma Garrafa PET, um pouco de papel e um plastico preto, então vamos aos itens.

Garrafa PET
Dependendo da quantidade de iscas que pretendemos instalar, a missão de arrecadar as garrafas deve começar bem cedo, estou desde Março angariando material, e descobri durante a montagem o modelo de garrafa que melhor se adaptou.
As garrafas mais cilíndricas e com os cantos mais arredondados são as melhores para embrulhar, mas na falta usa-se as outras mesmo, as de água sem gás tem a parede muito fina e são pouco estáveis, prefiro não usar.
Em qualquer lugar que estou fico de olho nas garrafas PET de 1,5 a 3,6 litros, em festas já chego e dou uma olhada no refrigerador, na hora de servir já pego aquela garrafona de 3,3 Litros, sirvo todo mundo e já guardo a garrafa, e na rua principalmente próximo as restaurantes passo o olho nas lixeiras e nos contêineres de material reciclável.
Acumulo algumas para melhor aproveitamento da água e faço a limpeza, colocando metade do volume de água com um pouco de detergente e agito e deixo agir por alguns minutos, depois transfiro esta água com um funil para a próxima garrafa, faço a mesma coisa com a água do enxágue, com o mínimo desperdício.

Papel
O papel é para deixar a parede da garrafa PET mais rígida e para aumentar o conforto térmico da Isca PET e não está fácil encontrar Jornal velho, parece que se consegue encontrar em cooperativas de recicláveis e fica bem barato.
Eu desenvolvi uma técnica boa para substituir o jornal.
Eu compro TNT preto com 1,4 m de largura por R$ 1,80 o metro, dá pra fazer pelo menos 3 iscas de até 3 litros com um metro de tecido.
No semáforo pego todos os encartes de Supermercados e no prédio onde trabalho também, e ainda guardo os papeis sulfite usados.

Plastico Preto
O plastico é para proteger da chuva e da luz.
Eu compro sacos de lixo reforçados pretos de 100 litros, a embalagem custa RS 10,00 e vem com 5 unidades, dá para fazer 4 iscas de até 3 litros com cada saco.
Dá para comprar lona em casas agropecuárias mas os sacos de lixo são mais espessos (16 microns).

Tubo de Entrada
Há varias formas de se fazer um tubo de entrada, dá para fazer de madeira ou com um cano de PVC, a mais simples que encontrei foi com um joelho de mangueira de 3/4.
Esta medida de joelho temo diâmetro interno de 16 mm, suficiente para espécies populosas como scaptotrigonas, abelhas menores ajustam o tamanho à sua necessidade.
A maioria dos modelos que encontrei encaixam perfeitamente no gargalo da garrafa PET ou dá para fixar com cola quente.

Se optar por um dreno o mesmo pode ser feito na forma de canais longitudinais em uma das pontas do joelho. Com um ferro quente eu faço 2 ou 3 canais para escoar a água que condensa dentro da colmeia.

Depois de muito pesquisar encontrei por R$ 1,00 em um deposito de material para construção próximo de casa.

Etiqueta de Identificação
Eu coloco uma etiqueta em minhas iscas para informar a terceiros do que se trata e evitar confusões, e também para organizar a distribuição das mesmas.


E fora isso, eu uso fita adesiva transparente (destas de embalagens) e barbante.

Desta forma, o custo de material por isca fica em torno de  R$ 2,15.

Montando as Iscas PET.

Fixe o joelho de 3/4 no gargalo da garrafa PET, dependendo do fabricante o joelho de 3/4 pode vir com diâmetros diferentes, se estiver maior dá para esquentar um pouco na chama do fogão, se estiver menor use cola quente para fixar.


Veja o detalhe da montagem do gargalo, introduzir o joelho (pela parte do dreno) até que ele fique um pouco acima do nível do gargalo, para que favoreça a saída da água pelo canal do dreno e não pelo interior do joelho.

Recorte uma faixa do TNT no sentido da largura da peça de TNT com pelo menos 1 dedo a mais no gargalo da garrafa PET e 4 dedos a mais no fundo da garrafa PET.
Nos papeis dê alguns picotes em um dos lados para que ele aceite a curva da garrafa.

Distribua generosamente vários papeis ao longo do comprimento da faixa de TNT, dá para colocar o sulfite bem no meio para deixar a parede bem rígida.
Fixe com fita adesiva uma das pontas da faixa de TNT na garrafa PET e vá enrolando a faixa de TNT juntamente com os papeis na garrafa PET.
Fixe com fita o final da faixa de TNT.


Com o barbante amarre as pontas de maneira que fique parecendo um bombom, no lado do gargalo enrole o barbante em torno do mesmo.

Recorte a parte da solda do fundo do saco de lixo reforçado de 100 litros, abra e recorte longitudinalmente pela lateral.
Divida esta grande manta em 4 partes iguais.


Usando uma das partes, enrole e amarre somente o plástico da mesma forma que a faixa de TNT.


No que seria o fundo da garrafa PET (parte de cima da Isca PET) faça um "coqui" dobrando e amarrando as sobras do plastico para que não entre água e por fim apare as sobras de plástico/TNT.

Há quem goste de aplicar a loção atrativa antes de montar a isca, eu prefiro colocar após a Isca PET pronta e deixo com o bico para cima até a hora da montagem para "ir curtindo" e depois tiro o excesso.
Em algumas estou testando encerar o bico e externamente para avaliar se ajuda ou atrapalha, para isto, basta mergulhar a parte do bico que fica exposta em cera derretida.

O resultado final fica assim.


Agora o mais importante, vamos ver se a beias topam.